Observatório Tucum

A tragédia do povo Yanomami retratada na ilustração da artista Moara Tupinambá publicada na Folha de SP.

Renaya Dorea e Moara Tupinambá são duas artistas indígenas de diferentes regiões do país e foram convidadas pela Folha a retratar em imagens o drama do povo yanomami. O crescimento e a consolidação do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, provocaram uma crise humanitária, sanitária e de saúde entre os indígenas, com a explosão de casos de malária, desnutrição grave e outras doenças associadas à fome. Fonte: Folha de SP.

A beleza yanomami

Neste momento em que muito se fala sobre a tragédia yanomami, há quem atribua as causas do sofrimento desse povo ao seu modo de vida. Sugerem que a fome e a doença são produtos da suposta ineficiência do sistema produtivo indígena, não da economia predatória que há anos vem devorando povos e territórios planeta afora. Em meio à tragédia, é urgente não perder de vista a beleza desse povo. Para os inimigos dos povos indígenas, uma forma de extermínio é a destruição dessa beleza. Pois é por meio da beleza que os yanomamis afirmam a sua humanidade no mundo. Fonte: ISA

Mulher Yanomami. Foto: Alex Almeida

Povo Pataxó pede socorro

Os Pataxó são alvo de uma escalada de violência desde junho do ano passado, quando os indígenas iniciaram o processo de autodemarcação nas Terras Indígenas (TI) de Barra Velha e Comexatibá, no extremo sul baiano. Desde então, três jovens foram assassinados e as ameaças, ataques, cercos às comunidades por parte de uma milícia armada comandada por fazendeiros invasores dos territórios não cessaram. O governador do estado, Jerônimo Rodrigues, rejeitou o apoio da Força Nacional de Segurança, que deveria realizar uma operação para proteger a vida dos indígenas. Um Gabinete de Crise foi criado pelo Ministério dos Povos indígenas para acompanhar a situação dos conflitos na região. Os Pataxó aguardam a presença da ministra Sônia Guajajara com a delegação do Comitê de Crise na região. Fonte: APIB

Carta escrita por lideranças do povo Pataxó com destino ao Ministério dos Povos Indígenas. Foto: Reprodução/APIB.

O #FiqueSabendo é um giro de notícias produzido pelo Instituto Socioambiental com as principais notícias do movimento indígena. A última edição traz as boas novas e os desafios da nova gestão da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Funai. Presidida pela primeira vez por uma indígena, o órgão começou a destacar Grupos de Trabalho para elaboração de novas políticas públicas e atos como a reiteração de posse de terras indígenas ameaçadas.

Proteção para os Uru-Eu-Wau-Wau

A Justiça Federal determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) apresentem um plano de proteção para a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau (RO) em até 90 dias úteis, em conjunto com o Estado de Rondônia e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), desde 2016 são recebidas denúncias de diversos crimes ambientais e invasões dentro da Terra Indígena, praticados por madeireiros, garimpeiros e grileiros. Ainda segundo o MPF, os povos “estão em risco iminente de expulsão de suas terras demarcadas e de morte”. O juiz federal Hiram Armenio Xavier Pereira disse que “sequer o mínimo vem sendo feito na proteção dos direitos indígenas e ambientais”. De acordo com o boletim Sirad-Isolados, o território Uru-Eu-Wau-Wau, que conta com a presença de povos em isolamento, teve 155 hectares desmatados durante todo o ano passado, o que corresponde a aproximadamente 87 mil árvores adultas derrubadas. Fonte: ISA

Mapa ilustra o avanço do garimpo em terras indígenas. / Reprodução parcial ISA