Ilustração da capa: Detalhe do caderno Semana dos Povos Indígenas 2021 do COMIN – Reprodução.
Toda semana aqui no blog, nosso radar sobre o movimento indígena
Direito à terra é direito à vida
Em entrevista à Folha, a liderança Sonia Guajajara fala sobre o direito à preservação dos modos de vida originários, política, agronegócio, Cop-26, eleições e as tensões acerca da tese do marco temporal, em julgamento no STF. E lembra que proteger o meio ambiente é proteger o modo de vida dos povos indígenas do Brasil. Fonte: Folha de São Paulo.

Universidade também é território indígena
Instituído em 2013, o programa Bolsa Permanência foi criado para contribuir para permanência e diplomação dos estudantes de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica das instituições federais de ensino superior, em especial indígenas e quilombolas. Entre 2018 e 2021 o número de alunos atendidos pela bolsa permanência diminuiu de 22 mil para 10 mil alunos em todo o país. Para protestar contra o desmonte das políticas públicas ligadas à educação além de outras demandas necessárias para que indígenas e quilombolas possam se manter na universidade, cerca de 700 estudantes de todas as regiões do país estão acampados em Brasília acompanhando o ‘I Fórum Nacional de Educação Superior Indígena e Quilombola’. Sob o tema: “Os desafios do acesso e permanência de quilombolas e indígenas no ensino superior brasileiro“, a mobilização vai até o dia 8 de outubro. Fonte: CIMI
Liberdade sob ataques
O vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, Dário Kopenawa falava sobre o movimento dos povos indígenas em aula de pós-graduação da disciplina Mídia, Política e Movimentos Sociais do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) Universidade Federal de Roraima (UFRR), quando bolsonaristas invadiram o encontro virtual publicando vídeos e mensagens ofensivas contra os participantes. “Essa aula chamou a atenção de pessoas que não gostam das causas indígenas. Esses ataques têm sido sistemáticos e orquestrados, há vários relatos na UFRR e em outras instituições de pessoas que estão propondo discussões que fazem parte da construção de um saber e estas pessoas são impedidas do seu direito de trabalhar por gente que discorda do ponto de vista”, contou o professor doutor Vilso Santi, que registrou um boletim de ocorrência na Polícia Federal (PF) e encaminhou um dossiê sobre a invasão à coordenação do PPGCOM e reitoria da UFRR. Fonte: Casa Ninja Amazônia
A força do cantar pela vida das mulheres
Célia Xakriabá recebeu a rapper Anarandá para falar de música, resistência, feminismo, luta e ancestralidade. Em uma live cheia de história e referências de seu povo Guarani-kaiowá, que habita o Mato Grosso do Sul, Anarandá trouxe o tema da violência e do feminicídio para o debate. Discussão necessária e da maior importância.

Escritas de resistência
Indígena do povo Tuxá (BA), Tayná Cá Arfer Tuxá tem 14 anos, é poeta e acaba de inaugurar um podcast com saberes valiosos do seu povo. No perfil Tuxá Toidé ela compartilha seus versos e vivências a partir das histórias de seu povo e de suas observações do mundo. Fonte: ECOA
Ouro de sangue
“O adorno de ouro em teu pescoço carrega o peso da morte de um povo”. Assim começa o lyric video feito em parceria com Amazônia Real e Repórter Brasil, sobre a luta de sobrevivência do povo Yanomami contra as atividades ilegais de mineração em territórios da etnia. O vídeo é parte da série Ouro do Sangue Yanomami, com sete reportagens especiais sobre como funciona a cadeia de extração ilegal do ouro.

Podcast para conectar ouvidos e corações
Apresentado pela Célia Xakriabá e por Tukumã Pataxó, o podcast traz no segundo episódio o poder da palavra como tema. “Tribo”? “Índio”? Quais são as palavras e expressões que devem ser usadas e por quê outras devem ser abolidas de vez do nosso dia-a-dia? Célia e Tukumã ocupam este espaço tirando estas e outras dúvidas e trocando ideias nesse papo que é de parente e que devia ser de todo mundo. Dá pra ouvir nos aplicativos Globoplay e Deezer ou direto por aqui neste link da Mídia Ninja.
#ElasQueLutam
O destaque desta edição da série criada pelo Instituto Socioambiental que se dedica a contar a histórias de lideranças femininas de comunidades tradicionais e indígenas do Brasil é Angela Kaxuyana. Nascida no Parque Indígena do Tumucumaque, na fronteira entre o Brasil e o Suriname, a trajetória pessoal e de luta de Angela estão entrelaçadas a histórias de deslocamento forçado e retomada do território. Atualmente, Angela ajuda a defender os povos isolados, como uma das porta-vozes da Coiab para a campanha #IsoladosOuDizimados, que procura pressionar a Funai para que renove as portarias de restrição de uso de quatro terras indígenas com presença de indígenas em isolamento. Fonte: ISA.

