A Arte da Cestaria Baniwa

Foto: Theo Grahl / Artesol

O povo Baniwa, que habita a região do Alto Rio Negro, no Amazonas cria cestarias a partir da fibra de arumã, uma planta nativa da região, e são conhecidas por seus complexos trançados e grafismos tradicionais. A produção dessas cestarias é uma prática ancestral, transmitida de geração em geração, que envolve desde o manejo sustentável do arumã até as técnicas de tingimento e trançado. 

Foto: Theo Grahl/Artesol 

O processo para criar a cestaria inicia-se com a colheita do arumã, seguida da preparação das talas e do tingimento com materiais naturais, como cinzas e urucum, que conferem às peças suas cores características. Os trançados resultam diversos desenhos diferentes, cada um com significados específicos dentro da cosmologia Baniwa. Tradicionalmente, essas cestarias eram utilizadas no processamento da mandioca brava, mas, atualmente, também são produzidas para comercialização, gerando renda para as comunidades, contribuindo para a valorização e promovendo a manutenção de sua cultura. 

Curadoria disponível na plataforma Tucum

Estas cestarias, que unem tradição, sustentabilidade e resistência indígena, podem ser encontradas na plataforma Tucum.