Que neste 8 de março e durante todos os outros dias, o Dia Internacional das Mulheres sirva para que não esqueçamos que a luta feminina é coletiva e ela começa pelo direito à vida.
Foto: Daniela Huberty |@danielahuberty | COMIN
Março é um mês de luta por direitos e as mulheres são a linha de frente empenhando seus corpos-território nas trincheiras que ameaçam sua sobrevivência. São elas que seguram o céu, que resistem contras as inúmeras violências cometidas contra suas tradições e seus modos de vida. Seus corpos são territórios sagrados e é com eles que as mulheres indígenas defendem o que ainda resta de floresta viva, transmitindo ensinamentos que garantem uma ideia de futuro para as próximas gerações.
Guerreiras indígenas são mulheres sementes, capazes de reflorestar territórios físicos e do imaginário, semeando círculos de poder em tudo que fazem. Através do cuidar e do criar, elas são lideranças, construtoras de políticas públicas, artistas, pesquisadoras, médicas, artesãs, escritoras, cineastas, educadoras, roteiristas, estilistas, curadoras de arte, cientistas, pajés. Mães, filhas, avós, netas de uma força ancestral que mantém viva a esperança de um amanhã menos violento, mais integrativo com o planeta, mais criativo e mais feminino. São mulheres-árvores, mulheres-água, mulheres-floresta que lutam todos os dias na defesa da mãe de todas as lutas, a luta pela terra. Elas são muitas, elas são diversas e elas não param, como nos disse dona Gilda Baré, liderança do alto Rio Negro, AM.
Celebramos o protagonismo destas mulheres, das que vieram antes, que ainda estão chegando pois são elas a força que move mundos ao som de seus maracás, no poder de seus rezos e nas potência de suas vozes e existências. Fortaleça a luta das mulheres indígenas, valorize seus saberes, ecoe suas narrativas, adquira suas artes. Torne-se um aliado nesta luta que é de todas e todos nós.
