“Não serei somente uma pessoa indígena a presidir a comissão, serão 900 mil cocares que assumem a comissão comigo (…)Assumir o protagonismo da luta não é assumir a voz de uma parlamentar indígena, mas é assumir as vozes do território”.
A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) foi eleita nesta quarta-feira (15) presidente da Comissão da Amazônia e Povos Originários da Câmara. Ela é a primeira indígena a assumir a presidência de uma comissão no Congresso, além de comandar a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Povos, canal entre o parlamento e o movimento indígena. Leia Mais: Congresso em Foco/UOL
Demarcando Brasília
Lídia Guajajara é mulher amazônica, ativista, comunicadora indígena e agora oficialmente nomeada como Assessora Técnica do Ministério dos Povos Indígenas. É a juventude indígena ecoando vozes e ocupando os espaços de poder!
Ouro de sangue
A tragédia vivida pelo povo yanomami no Brasil ganhou espaço na maior premiação do cinema mundial, no último domingo. A campanha O Custo do Ouro (The cost of gold), desenvolvida ecoa as vozes do povo Yanomami que pedem socorro frente à destruição deixada em suas terras pelo garimpo. Apresentada ao mundo durante a cerimônia do Oscar de 2023, denuncia a destruição causada pelo garimpo em terras indígenas e convoca a indústria cinematográfica a pensar a partir de uma nova versão de seu maior símbolo: a figura de Omama, criador e guardião do povo Yanomami como troféu em vez da tradicional estatueta de ouro. Fonte: Conexão Planeta.
Sonia Guajajara no tapete verde
O Green Carpet Fashion Awards é considerado o “Oscar da Moda Sustentável” e tem como objetivo defender e celebrar os pioneiros de uma indústria da moda mais justa. Entre os homenageados deste ano, nossa Ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara recebeu o prêmio do ator Leonardo Di Caprio “por suas conquistas extraordinárias na defesa dos direitos das florestas e ajudando a reposicionar os povos indígenas no centro da agenda climática global e por sua dedicação em proteger e regenerar o bioma da floresta amazônica”. Fonte: Globo.com

Davi Kopenawa Doutor Honoris Causa
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) entregou o título de Doutor Honoris Causa a Davi Kopenawa Yanomami, xamã e liderança de seu povo. A honraria é um gesto de reconhecimento das universidades a pessoas que deixam um marco de contribuição em campos de conhecimento, como as artes, as ciências e a educação.No caso de Davi, o título é também um reconhecimento da luta pela vida do povo Yanomami e pelos direitos dos povos indígenas ao longo da vida. Fonte: EBC

Metamorfose em SP
A partir de hoje, quem passar pela Pinacoteca de SP vai poder visitar a instalação “Escola Panapaná”, uma analogia ao tempo do cultivo associado ao tempo do ensino, por meio da imagem da metamorfose da borboleta, criada por Denilson Baniwa. Construída em três pavimentos, o interior da obra acolherá aulas de línguas e culturas indígenas, artes e música, seguindo os fundamentos da narrativa mítica baniwa, ligada aos processos de coivara, cultivo da roça, semeadura e colheita. A estrutura, que, no início, evoca a forma de um casulo, se transformará em uma mariposa ao longo do período em cartaz. As atividades dentro da instalação artística serão ministradas por vários convidados e a programação será publicada nas redes sociais da Pinacoteca. O nome panapaná, que designa o coletivo de borboletas, remete à ideia do comportamento coletivo, do contato e da presença. Ela está também ligada à ideia da dispersão e da migração para a garantia da biodiversidade e da reprodução das ideias transformadas pela educação. A visitação é gratuita e vai até 30 de julho. Leia mais no site da Pinacoteca.

Mostra Tibira de cinema
A 1a Mostra Tibira de Cinema Indígena estreia no Rio de Janeiro, entre 30 de março e 2 de abril, no Estação Net – Botafogo. Com o objetivo de mostrar a importância dos povos indígenas na luta e a resistência originária frente ao avanço do agronegócio, do garimpo e da grilagem nos seus territórios ancestrais, e seus efeitos sobre a saúde nas suas populações, a mostra também evidencia as consequências que o preconceito trouxe para a população LGBTQIAPNB+ Indígena, os altos índices de suicídio e as questões sobre a identidade de gênero.

Povos indígenas do Brasil
Reunindo informações completas sobre os mais de 266 povos, que constituem uma população de cerca de 1,5 milhão de pessoas, falantes de mais de 160 línguas e que vivem em 731 Terras Indígenas, o Instituto Socioambiental lança a nova edição do livro “Povos indígenas do Brasil”. O lançamento da 13ª edição do livro acontece na próximo dia 21/3, às 19h, no Sesc 24 de maio, em São Paulo.
A mesa de abertura “Conheça o Brasil Indígena: retrocessos e balanço da política indígena”, provoca o reconhecimento da história atual dos povos indígenas pautado nos últimos seis anos, período de cobertura da publicação. As lideranças e ativistas indígenas Txai Suruí, Vanda Witoto, Sandra Benites e Watatakalu Yawalapiti participam da discussão com mediação de Tiago Moreira, antropólogo do ISA. Fonte: ISA


