Nosso radar do movimento indígena no Brasil
Bancada do cocar
As eleições de 2022 representam um marco histórico para a luta indígena. Com o maior número de candidaturas já registradas no país, uma bancada indígena se consolida cada vez mais nas campanhas de mais de 30 lideranças por mais representatividade nas Câmaras estaduais e também no Congresso federal. Conheça as candidaturas por estado aqui.
Protagonismo e apoio financeiro
A pouco mais de dois meses para a próxima Conferência do Clima da ONU, a COP27, que acontecerá em novembro no Egito, o movimento indígena brasileiro já tem definido um de seus focos de atuação no encontro: a cobrança pelo cumprimento da promessa de doação de US$ 1,7 bilhão feita na COP26, em 2021, pelos governos do Reino Unido, EUA, Alemanha, Noruega e Países Baixos, junto a 17 entidades filantrópicas, para que os povos originários sigam protegendo seus territórios e desempenhando seu papel crucial na luta contra a crise climática. Fonte: A Pública.

Violência em escalada
Famílias que vivem no Lote 96, em Anapu (PA), sofreram três ataques desde maio, com casas e escola queimadas e tiros contra os moradores; freiras e servidores do Incra também são alvo de opositores da reforma agrária. Fonte: Repórter Brasil
O guardião da Terra Indígena Arariboia Janildo Oliveira Guajajara foi assassinado no município de Amarante do Maranhão (MA). É o sexto assassinato desde o início das atividades do grupo Guardiões da Floresta. Janilson estava acompanhado de um sobrinho de 14 anos que também foi baleado e internado em um hospital de Amarante. Janildo atuava como Guardião da Floresta desde 2018, na região do Barreiro, em uma aldeia nas proximidades de uma estrada aberta por madeireiros. Por ser ilegal, os guardiões fecharam a via, o que iniciou o ciclo de ameaças aos Guajarara. “Por todos esses anos fizemos e continuaremos a fazer a proteção territorial mesmo sendo ameaçados e mortos. Somos contrários a violência que mata e destrói, por isso lutamos pela vida”, informou, em nota, a Associação Ka’a Iwar dos Guardiões da Floresta da Terra Indígena Arariboia.
Fonte: Amazônia Real.
Jornalismo independente e urgente
Com sede em Altamira, o projeto de jornalismo independente Sumaúma traz Eliane Brum e outros experientes jornalistas que compreenderam que, diante da emergência climática, precisam criar algo diferente. A ideia do projeto é formar uma redação capaz de cobrir as várias Amazônias não só no Brasil, mas em toda a Pan-Amazônia e os grandes debates globais a partir de outra perspectiva e de outras centralidades, mantendo uma voz forte no sul-global. Conheça, divulgue e apoie a plataforma Sumaúma!

Ativismo em família
Neidinha, Almir e Txai Suruí estão à frente da luta contra o avanço do desmatamento em duas das Terras Indígenas mais ameaçadas de Rondônia: a Sete de Setembro e a Uru-Eu-Wau-Wau. Fonte: Mongabay.

Aos 25 anos, Txai Suruí foi a única brasileira a discursar na Cop 26, a Conferência do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), em Glasgow, na Escócia, frente a uma plateia de líderes mundiais. Fonte: Revista Gama.

