Observatório Tucum

Guerreiros da delegação dos 13 povos do Baixo Tapajós @citabt demarcando Brasília. Foto: Priscila Tapajowara.

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Desde o dia 4 de abril, o Brasil e o mundo assistem a maior mobilização indígena acontecer em Brasília, no Acampamento Terra Livre (ATL). Seis mil indígenas, representando 176 povos de todos os biomas do país se unem para dizer não aos projetos de leis que ameaçam suas vidas e seus territórios, demarcando a capital federal com as cores do urucum e a força ancestral dos povos originários desta terra. São guerreiros e guerreiras reunidos em nome do direito à vida, da democracia e do cumprimento das diretrizes da Constituição brasileira nos lembrando que não apenas Brasília, mas o Brasil todo é terra indígena. 

Delegação do povo Xukuru (PE). Foto: Kamikia Kisedje
“Marcha Demarcação Já”, que denuncia os projetos de leis que integram o Pacote da Destruição. Entre eles o PL 191 (que libera a mineração em terras indígenas), o PL 2633 (o PL da Grilagem) e o PL 490 (que altera as regras para demarcação de terras indígenas). Foto: Alass Derivas | @derivajornalismo
Guerreiras Kayapó. Foto: Matheus Alves | @imatheusalves

O Acampamento Terra Livre marca o abril indígena como mês de luta e resistência dos povos indígenas do Brasil. Importantes discussões ao longo de dez dias de evento trazem as pautas mais urgentes para o centro político do país, reivindicando que o grito de suas vozes e o som de seus maracás sejam ouvidos. A programação do ATL segue até o próximo dia 14 com plenárias e debates como saúde indígena, a situação alarmante dos isolados, a importância da juventude indígena na luta.

Amanhã (08) o ATL será dedicado às mulheres, com direito à caravana das originárias trazendo o protagonismo e os saberes femininos como pauta do dia. Foto: Mrê Krijõhere | @mre_gaviao
Carta Aberta contra o Projeto de Lei (PL) 191/2020, lançada na manhã desta terça-feira (5), com a participação da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas. O projeto pretende abrir as terras indígenas para a exploração da mineração, hidrelétricas e grandes projetos de infraestrutura. Para assinar, clique aqui.

Para ficar por dentro do que está rolando no Acampamento Terra Livre, acompanhe os canais da APIB, da Mídia Índia e dos diversos comunicadores indígenas que estão na cobertura do ATL. Samela Sateré-Mawé, Alice Pataxó, Tukumã Pataxó, @Kamikia Kisedje, Edgar Kanaykõ, Priscila Tapawoara, Mrê Krijõhere, Kamatxi Ikpeng, Coletivo Beture, Puré Juma, Andre Cohneh’tyhc Guajajara, Matsi Waura Txucarramãe e outros parceiros e parceiras que somam na luta como Raissa Azeredo, Simone Giovine, Matheus Alves (@imatheusalves), Juliana Pesqueira (@jupesqueira) e Alass Deriva.

Foto: Matheus Alves | @imatheusalves
Foto: Alass Derivas | @derivajornalismo
“A juventude está cada vez mais em peso junto ao movimento indígena e principalmente aqui no ATL. Por que a juventude é a principal afetada, é quem tá sofrendo as consequências do que tá acontecendo dentro dos nossos territórios, a juventude também está sendo ameaçada”, avalia Txai Surui. Foto: Oliver Kornblihtt (@oliverninja) | @midianinja
Foto: Raissa Azeredo | @raissaazeredo
Mulheres Munduruku na Plenária com o Parlamento Europeu, representantes da ONU e lideranças indígenas presentes no Acampamento Terra Livre. Alass Derivas -|@derivajornalismo